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Professora Dalva de Almeida, do Campus Caxias, recebe homenagem póstuma de amigos, alunos e professores.

 

             Amigos de Dalva de Almeida e Silva, professora aposentada do Curso de História do Campus Caxias que prestou serviços por mais de 30 anos à UEMA, se despediram dela na tarde do dia 12 de abril. Ela faleceu por complicações da COVID 19.

           Em reconhecimento à colaboração da professora à instituição, o Reitor Gustavo Costa emitiu uma nota de pesar. Ele citou os longos anos de dedicação, sendo inclusive diretora do Curso de História. Também lembrou sua ação incansável como advogada das causas dos trabalhadores rurais.

             Um cortejo fúnebre percorreu a cidade de Caxias, com paradas em alguns locais. O primeiro foi na UEMA Caxias, onde a professora Marinalva se referiu a ela como uma companheira de trabalho que deixou uma história que não está morta; um legado muito grande para a UEMA e a cidade.

             A Diretora do Campus Caxias, Profa. Jordânia Pessoa, classificou o momento como o mais doloroso de sua vida. Lembrou que, ao ser aprovada no concurso da UEMA, a professora Dalva foi a primeira que lhe telefonou, lhe chamando para trabalhar, criando uma amizade de muitos anos.

            Em seguida os carros se dirigiram para a residência da professora, onde Germano, um amigo, citou que havia ficado a noite no hospital com ela. Para ele, a amiga sabia agregar as amizades. Logo depois todos fizeram uma oração.

                O destino seguinte foi o Hospital Geral Gentil Filho, onde o companheiro da professora, Raimundo Dutra, está internado. Amparado por amigos, ele aguardava na entrada para se despedir. Depois, o corpo foi transportado para São Luís, onde reside a família.

                 A professora Cléia Maria Lima de Azevedo falou sobre a amiga Dalva: “Eu cursava pedagogia na UEMA e fui sua aluna em 1985. Ela veio de São Luís, com grande experiência, para ser diretora do Colégio Aluísio Azevedo. Era irreverente, trabalhava com direitos humanos e questões da terra. Tinha uma forma particular de agir e entender o mundo. Tinha muito senso de justiça, de se posicionar frente aos problemas sócias. Em 1996 eu já era professora da UEMA e a encontro novamente e um Mestrado e surge um grupo de estudos que nos aproximou. Visitávamos casas e analisávamos situações locais. Sempre muito atuante, humana nunca deixava de opinar. Ela merece um trabalho sobre sua dedicação a Caxias”, disse.

              Para o professor Marcelino Barbosa fica um sentimento de gratidão, pois ela percebeu nele potencial para ser professor. “Ela me presenteava com livros. A conheci como diretora do Azevedo. Três anos depois nos encontramos no PT (Partido dos Trabalhadores) e na CUT (Central Única dos Trabalhadores).Sua qualidade principal era a amabilidade com os amigos. Sempre era convidada para Congressos. Como advogada defendeu trabalhadores rurais e enfrentou conflitos (grileiros, fazendeiros) e lutou pelos direitos humanos. Fui aluno dela no curso de História da UEMA. Fizemos várias frentes de trabalho político e sindical que marcaram a cidade. Estava sempre presente, nos ensinou muito”, conclui.

 Emanuel Pereira (jornalista da UEMA Campus Caxias).

 

 

 

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